Notícias

EUA ampliam vigilância sobre redes sociais para vistos: 'Privilégio, e não direito'

Exigência de redes sociais públicas vale para uma série de tipos de vistos, como o de jornalistas. Medida passa a valer a partir quinta-feira (1º).
EUA ampliam vigilância sobre redes sociais para vistos: 'Privilégio, e não direito'Gettyimages.ru / Karen Vardanian

Os Estados Unidos ampliarão, a partir de quinta-feira (1º), a análise da presença online de solicitantes de vistos de não imigrante. A medida inclui jornalistas estrangeiros e soma-se à exigência já em vigência para estudantes.

Segundo a Embaixada dos EUA no Brasil, os solicitantes deverão configurar seus perfis nas redes sociais como "públicos" ou "abertos", para facilitar a verificação de identidade e admissibilidade ao país.

O Departamento de Estado afirma que utiliza "todas as fontes de informação disponíveis" para identificar candidatos que possam ser inadmissíveis, inclusive aqueles considerados ameaça à segurança nacional ou à segurança pública.

"Toda decisão sobre um visto é fundamentalmente uma decisão de segurança nacional", diz a nota. O governo americano também afirma que "o visto é um privilégio" concedido a seu critério, e não um direito do solicitante.

Novas categorias de vistos

  • I — representantes de meios de comunicação estrangeiros;
  • TN — profissionais qualificados do Acordo EUA-México-Canadá USMCA;
  • TD — dependentes de profissionais da categoria TN.

A exigência se soma a outras categorias que já estão submetidas à análise de presença online:

  • A-3, C-3 e G-5 — vistos diplomáticos e oficiais específicos;
  • F-1, F-2, M-1 e M-2 — estudantes e dependentes;
  • H-1B, H-3 e H-4 — trabalhadores temporários, trainees e dependentes;
  • J-1 e J-2 — intercambistas e dependentes;
  • K-1, K-2 e K-3 — noivos e dependentes;
  • Q — intercâmbio cultural;
  • R-1 e R-2 — trabalhadores religiosos;
  • S, T e U — testemunhas, informantes e vítimas.