Uma briga a bordo entre os pilotos do voo FZ1073 da Flydubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv nesta quarta-feira (30), gerou receio de um possível sequestro após a ativação breve do código de emergência 7500, utilizado internacionalmente para indicar um possível sequestro de aeronave.
A aeronave, com 174 passageiros a bordo — incluindo 27 menores —, transmitiu o sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia. Foi então que a aeronave fez uma curva e seguiu em direção à Arábia Saudita, onde começou a perder altitude.
O sinal levou caças da Força Aérea israelense a decolar para interceptar ou verificar a situação do Boeing 737 MAX 8. Posteriormente, a aeronave mudou para o código 7700 — utilizado para indicar uma emergência geral — e deixou de aparecer nos sistemas de rastreamento de voos quando estava próxima a Tabuk, na Arábia Saudita, onde acabou pousando. A situação provocou a suspensão das decolagens no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Uma autoridade de segurança israelense afirmou à imprensa local que, durante a resposta inicial, as autoridades não tinham provas definitivas de um sequestro, mas estavam preocupadas por não conseguirem estabelecer contato com o piloto. "Não há informações definitivas sobre um sequestro. O piloto acionou um sinal de socorro", comentou.
A companhia iniciou uma investigação sobre o caso e informou que enviará uma aeronave de Dubai para a Arábia Saudita para buscar os passageiros e prosseguir com a viagem para Israel. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que a situação está "sob controle".
Os investigadores consideram todas as possibilidades, incluindo a suspeita de que um dos pilotos tenha tentado derrubar o avião em uma tentativa de suicídio coletivo, o que provocou uma briga entre ambos na cabine da aeronave.
Segundo informações preliminares, o segundo piloto percebeu a intenção, avançou sobre o colega de cabine e travou uma luta física intensa pelo controle do manche e dos comandos de direção.
Anteriormente, circularam relatos de que um dos pilotos era ucraniano e o outro, russo; no entanto, meios de comunicação israelenses afirmam que, na verdade, o piloto que realizou o ataque era cidadão de Omã, e o capitão, cidadão dos Emirados Árabes Unidos.
Além disso, relatos da mídia israelense sugerem que o piloto planejava realizar um ataque semelhante ao ocorrido em 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aeronaves comerciais foram sequestradas por membros da Al-Qaeda*. Além disso, confirmaram que o avião entrou em queda livre durante o incidente e outros membros da tripulação, incluindo os pilotos que estavam a bordo, conseguiram assumir o controle.
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Veículos de comunicação divulgaram imagens dos momentos de terror vividos a bordo do voo, onde, segundo testemunhas, os próprios passageiros tiveram que intervir. A luta violenta nas alturas ficou evidente em fotografias que mostram um dos passageiros com a camisa encharcada de sangue, enquanto em uma gravação se ouvem gritos de terror.
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* Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.