Após uma avaliação conjunta dos chefes das Forças de Defesa de Israel, do Shin Bet e do Mossad, aumentou em Israel a suspeita de que o incidente envolvendo o voo FZ1073 da Flydubai tenha sido um ato terrorista, e não apenas um falso alarme, informou o Ynet nesta quarta-feira (30).
Dados de rastreamento do Boeing 737 MAX 8 indicaram que, durante o voo, a cerca de 10 quilômetros de altitude, o avião iniciou uma descida repentina e acentuada. A aeronave teria perdido altitude a uma velocidade de aproximadamente 31 mil pés por minuto, enquanto sua velocidade em relação ao solo ultrapassava 500 nós, ou cerca de 930 km/h.
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Segundo as informações preliminares, o copiloto conseguiu perceber a situação e interveio a tempo, iniciando uma luta com o outro piloto pelo controle da aeronave. A ação teria impedido que o avião continuasse a perder altitude.
Durante o incidente, foram emitidos os códigos de emergência 7700 e 7500, usados para indicar uma emergência geral e uma possível interferência ilegal no controle da aeronave.
O copiloto conseguiu estabilizar o avião a cerca de 4,5 quilômetros de altitude e interromper a descida acentuada. Segundo os relatos, a velocidade e as forças envolvidas na manobra poderiam ter causado danos graves à estrutura da aeronave.
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Depois de recuperar o controle do Boeing 737 MAX 8, o copiloto assumiu o comando do voo. A aeronave acabou pousando na Arábia Saudita.
A mídia israelense informou, citando um alto funcionário que o piloto que tentou derrubar o avião teria planejado um ataque semelhante ao ocorrido em 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da Al-Qaeda*.
* Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.