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'Completamente inutilizáveis': veredicto do Irã sobre bases americanas no Oriente Médio

As bases não cumpriram seu objetivo e acabaram se tornando uma ameaça à segurança dos países que as abrigam, afirmou o Brigadeiro-General Hossein Mohebbi.
'Completamente inutilizáveis': veredicto do Irã sobre bases americanas no Oriente MédioGettyimages.ru / NurPhoto

As bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio estão "completamente inutilizáveis" após o conflito com o Irã e não são capazes de garantir a segurança dos países da região, afirmou o brigadeiro-general iraniano Hossein Mohebbi à imprensa nesta terça-feira (29).

Segundo o oficial, os EUA gastaram bilhões de dólares para construir essas instalações, mas agora não teria interesse econômico em reconstruí-las.

Mohebbi afirmou que as bases não cumpriram seu objetivo e acabaram se tornando uma ameaça à segurança.

Ele também disse que muitas foram destruídas e que não conseguiram sequer proteger a si mesmas.

O general citou ainda o pacto Meca-Medina, firmado por Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, como um exemplo de que os países da região estariam buscando fortalecer sua própria segurança.

"Se houver algum país que ainda não tenha percebido isso, é melhor que aprenda", declarou Mohebbi.

Pentágono mantém silêncio

Não é apenas o Irã que afirma que as bases americanas no Oriente Médio sofreram grandes danos.

Segundo a ABC News, um funcionário do governo EUA afirmou que algumas instalações foram "irreparavelmente danificadas" por ataques iranianos e que sua reconstrução pode levar décadas.

O funcionário também acusou o Pentágono de não divulgar informações suficientes sobre os danos, enquanto ataques com drones e mísseis balísticos continuam atingindo as bases.

O Departamento de Defesa dos EUA não informou publicamente a extensão dos danos nas instalações militares no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia. Imagens de satélite, porém, registraram os efeitos dos ataques.

Trump mantém pressão sobre o Irã

Segundo autoridades americanas citadas pelo Wall Street Journal, Trump rejeitou uma proposta iraniana de cessar-fogo de sete dias apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

O plano previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das negociações nucleares em troca do fim do bloqueio naval, da liberação de ativos congelados e do alívio das sanções ao petróleo.

De acordo com os relatos, Trump disse a assessores que pretende retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato, em novembro.

Autoridades, no entanto, afirmaram que o presidente estaria relutante em autorizar uma operação de grande escala para preservar os estoques de munição.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que as eleições americanas e a política interna dos EUA não influenciam as decisões de Teerã. O Irã alerta que um novo ataque americano poderia ampliar o conflito e abrir novas frentes de combate.

Arsenal no limite

Apesar das bravatas de Trump de que os Estados Unidos teriam vantagem no conflito e não enfrentam grandes dificuldades, integrantes de sua própria administração teriam expressado uma avaliação diferente em conversas privadas, segundo relatos da imprensa.

Um dos principais problemas de Washington seria a redução dos estoques de armas, especialmente de mísseis considerados essenciais para as operações militares.

Uma análise dos sistemas de defesa aérea feita pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), citada pela ABC News, alerta que os estoques de mísseis considerados críticos — incluindo interceptores balísticos — estão em níveis baixos.