Os motoristas dos Países Baixos abasteceram com mais frequência na Alemanha e na Bélgica durante o primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central neerlandês.
Os condutores realizaram 20% mais transações com cartão nos postos dos países vizinhos. Enquanto isso, o valor total dos pagamentos aumentou 32%, chegando a cerca de 1,5 bilhão de euros. Esse número inclui não apenas combustíveis, mas também outras compras, como alimentos e recarga de veículos elétricos.
Os preços da gasolina e do diesel às vezes eram várias dezenas de centavos mais altos nos Países Baixos, o que levou os motoristas a cruzar a fronteira para abastecer mais barato.
Escassez de combustíveis na Europa
Desde 2022, a União Europeia reduziu consideravelmente suas importações de combustíveis russos. As importações marítimas de petróleo bruto russo caíram quase totalmente, enquanto a proporção de gás russo passou de 45% (em 2022) para 12%.
A atual escalada no Oriente Médio disparou os preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na UE, pressionando famílias e empresas, provocando fechamentos industriais, demissões e um enfraquecimento progressivo da economia.
A situação energética na Europa segue vulnerável: os depósitos de gás da UE estão cheios apenas em 67%, contra 80% no ano passado. Analistas alertam para possíveis altas de preços durante o inverno boreal, especialmente diante da proibição de todas as importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027.