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'Nossos recursos os fazem salivar': África sobre as antigas potências coloniais

O Níger denuncia que o Ocidente está tentando impor a tutela da "França de Emmanuel Macron e seus aliados".
'Nossos recursos os fazem salivar': África sobre as antigas potências coloniaisGettyimages.ru / Ryan Murphy

O primeiro-ministro do Níger, Ali Mahaman Lamine Zeine, denunciou, em um discurso perante a sessão plenária da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas no sábado (26), que a onda de instabilidade e violência que assola o Sahel não é uma simples rebelião armada ou um conflito religioso, mas sim um plano sistemático de recolonização.

Zeine afirmou que a verdadeira motivação por trás desta crise reside na ganância de potências estrangeiras em se apoderar dos recursos estratégicos da região.

Ele acusou diretamente os impérios coloniais de tentarem subjugar os povos africanos através do medo, da interferência e do controle político.

"O urânio do Níger, o ouro do Mali e de Burkina Faso, o lítio, o gás, o petróleo e tantos outros recursos continuam a fazer as antigas potências coloniais salivarem", afirmou Lamine Zeine do pódio da ONU, observando que o Ocidente está tentando impor a tutela da "França de Emmanuel Macron e seus aliados" sob a falsa narrativa de que as nações do Sahel não possuem soberania e inteligência para se governarem e se defenderem.

O premiê expôs a rede por trás da violência na região e alertou para os planos de agressão militar em suas fronteiras.

"O que alguns chamam de 'terrorismo' em nossa região é um esquema cínico de recolonização disfarçado de extremismo", enfatizou, denunciando a cumplicidade demonstrada na desestabilização do Sahel central por "forças por procuração dirigidas pela França e apoiadas pela Ucrânia", com o objetivo de atacar posições militares e instalações petrolíferas.

Apesar das ameaças, o líder nigerino concluiu com um alerta contundente: "Um povo que decidiu ser livre não pode ser recolonizado pelo medo, pelo engano ou mesmo pela violência selvagem."