
Presidente da África do Sul exige reparações de potências coloniais

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, pediu que as antigas potências coloniais reconheçam sua responsabilidade histórica pela exploração do continente africano e adotem medidas de reparação.
Em mensagem publicada no site oficial do governo, na segunda-feira (4), ele afirmou que a prosperidade desses países está ligada à exploração de povos e recursos da África.

"A verdade é que grande parte da riqueza das antigas potências coloniais é resultado da privação sofrida pelos povos da África", disse.
Para Ramaphosa, milhões de africanos foram escravizados, enquanto territórios e recursos naturais foram ocupados à força. Ele também afirmou que africanos foram levados, "mortos ou vivos", como "espécimes humanos" para exibição em capitais estrangeiras.
Ele criticou a ausência de um pedido amplo de desculpas pelo colonialismo e citou uma resolução da Organização das Nações Unidas –, aprovada em março –, que classificou o tráfico transatlântico de africanos escravizados como "o crime mais grave contra a humanidade". O texto prevê justiça reparatória, restituição e devolução de bens culturais.
O presidente sul-africano defendeu que a reparação deve incluir investimentos diretos no desenvolvimento do continente, além de acesso a mercados, transferência de tecnologia e retorno de patrimônios históricos, como forma de enfrentar desigualdades persistentes.
