
Na ONU, Níger acusa França e Ucrânia de apoiar grupos armados para desestabilizar o Sahel

França e Ucrânia desestabilizam a situação na região do Sahel central, denunciou neste sábado (26) o primeiro-ministro do Níger, Ali Mahaman Lamine Zeine, durante a Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral da ONU.
"Esta pérfida tentativa de desestabilizar o Sahel central, levada a cabo pela França com a cumplicidade ativa da Ucrânia, já está amplamente documentada", afirmou.
Segundo o primeiro-ministro, a França, juntamente com seus aliados, atua na região por procuração, através de grupos locais "equipados, administrados e dirigidos" por Paris com o objetivo de gerar um "conflito permanente".
Ainda de acordo com o representante, essas redes "também recebem apoio de Kiev" e de "outros dois países". Zeine não os nomeou, limitando-se a dizer: "Vocês já sabem a quais países me refiro".

Entenda:
Uma investigação da RT aponta que grupos islamistas que atuam no Mali estariam recebendo reforços, armas e treinamento por meio de redes que passam por países vizinhos. A investigação apresenta evidências e relatos sobre a atuação de instrutores ucranianos e o fornecimento de drones, além de rotas de transporte de combatentes e armamentos a partir da Líbia e da Mauritânia.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, Paris manteria vínculos com setores do movimento tuaregue de Azawad e teria permitido a atuação de estruturas de treinamento na Líbia, enquanto o apoio francês aos separatistas serviria para preservar sua influência nos assuntos internos de sua antiga colônia.
Um dos analistas citados afirma ainda que a França estaria por trás do planejamento e do fornecimento de armas, enquanto determinadas tarefas, como o emprego de drones, poderiam ter sido delegadas à Ucrânia.
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