Um estudo publicado em julho na revista European Journal of Nutrition, conduzido por pesquisadores da Universidade de Oulu, na Finlândia, analisou pessoas na meia-idade e encontrou associações entre o consumo habitual de café e diferenças na composição corporal, no metabolismo e nos hormônios.
A pesquisa utilizou dados da Coorte de Nascimento do Norte da Finlândia de 1966 e avaliou 2.264 participantes aos 46 anos, incluindo 2.194 bebedores de café e 70 não consumidores.
Aqueles que bebiam cinco ou mais xícaras por dia apresentaram menos gordura corporal e mais massa muscular em comparação aos que bebiam pouco ou nenhum café, mesmo com índices de massa corporal (IMC) semelhantes. O efeito foi mais evidente entre os homens.
Efeitos nos hormônios
No sangue, maior consumo de café foi associado a níveis mais baixos de aminoácidos de cadeia ramificada, relacionados ao risco de menor resistência à insulina e diabetes tipo 2.
Entre os homens, também houve menor resistência à insulina e níveis mais altos de colesterol.
Já os hormônios mostraram um padrão distinto: homens que bebiam mais café tinham maior testosterona total e biodisponível, mas também mais globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), o que reduzia a testosterona livre.
Nas mulheres, o consumo foi ligado a menores níveis de androgênios livres.