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Saiba por que o tomate pode melhorar a eficiência do cérebro

Cientistas espanhóis descobriram que o consumo frequente do alimento também pode beneficiar a saúde mental.
Saiba por que o tomate pode melhorar a eficiência do cérebroGettyimages.ru / Gettyimages.ru

O consumo diário de tomate pode influenciar o funcionamento do cérebro e melhorar a memória, segundo um novo estudo da Universidade de BarcelonaOs resultados da análise foram publicados em maio na revista Antioxidants.

Os pesquisadores espanhóis estudaram como o licopeno presente nos tomates vermelhos afeta a atividade cognitiva.

O que é licopeno?

O licopeno é um pigmento natural da família dos carotenoides, com ação antioxidante que ajuda a diminuir o risco de problemas cardíacos e amelhorar o metabolismo e asfunções cerebrais.

Esse pigmento natural é o que dá a cor vermelha, laranja ou amarela a frutas e vegetais como tomate, melancia e goiaba.

Impacto cerebral

Os pesquisadores analisaram dados de 42 adultos de meia-idade que consumiram 35 gramas de extrato de tomate por dia durante três meses.

Além do aumento das concentrações de licopeno proporcionado pela dieta, observou-se um "aumento marginal" nos níveis de BDNF, proteína crucial para o crescimento e o funcionamento das células cerebrais.

Os resultados dos testes demonstraram que os participantes melhoraram sua "atenção seletiva" e sua "memória associativa". Além disso, exames realizados em um grupo menor (14 pessoas) revelaram mudanças preliminares na conectividade cerebral, o que, segundo os especialistas, melhora "a eficiência e a adaptabilidade neuronal".

"Essas alterações neuronais indicam que o consumo de tomate impulsiona uma reorganização funcional das redes cerebrais em grande escala", destacaram os especialistas.

Benefícios para a saúde mental

Segundo a equipe coordenada pelo nutricionista Ricardo López-Solís, o tomate é rico em substâncias que beneficiam a saúde mental. "Essas descobertas oferecem evidências de que o consumo de tomate pode sustentar a cognição e influenciar a conectividade cerebral em adultos saudáveis de meia-idade", declararam os autores do estudo.

No entanto, os especialistas acrescentam que os resultados ainda são preliminares e exigem estudos maiores e mais longos para confirmar se a proteção contra o declínio cognitivo se mantém e tem relevância clínica.