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Lavrov na ONU: armada pelo Ocidente, Ucrânia é patrocinada por 'aqueles que iniciam guerras'

Na avaliação do alto diplomata, patrocinadores ocidentais do regime de Kiev "destruíram com as próprias mãos o sistema de segurança europeu".
Lavrov na ONU: armada pelo Ocidente, Ucrânia é patrocinada por 'aqueles que iniciam guerras'

Em busca do objetivo "utópico" de destruir a Rússia, os patrocinadores ocidentais do regime ucraniano "destruíram com as próprias mãos o sistema de segurança europeu", afirmou neste sábado (26) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU.

"A Europa está fazendo todo o possível paraimpedir uma solução pacífica e frustrar as perspectivas de negociações, nas quais muitos, inclusive o governo Trump, estão interessados", sustentou o alto diplomata.

Lavrov destacou ainda que o Ocidente, que tradicionalmente inicia guerras, ajuda o regime ucraniano em ataques contra civis russos, guiado pelo "sonho" de infligir uma derrota estratégica à Rússia. "Mas esses sonhos, como já aconteceu muitas vezes antes, levarão os próprios belicistas a um beco sem saída", advertiu.

Sabotagens nas negociações

Em coletiva de imprensa após o discurso, Lavrov mencionou uma série de tentativas de diálogo desde 2014 e observou que os processos de negociação sobre a Ucrânia não foram interrompidos por Moscou, mas por aqueles que atualmente acusam os russos de não querer negociar. 

O chefe da diplomacia russa mencionou os Acordos de Minsk, aprovados pelo Conselho de Segurança da ONU, e afirmou que eles foram sabotados durante anos pelas autoridades ucranianas. Também citou uma reunião realizada em Paris, em 2019, entre Emmanuel Macron, Angela Merkel, Vladimir Putin e Vladimir Zelensky, na qual, segundo ele, foram reafirmados compromissos relacionados ao status especial do Donbass e à retirada de tropas.

Sobre as negociações de 2022, Lavrov afirmou que a Ucrânia apresentou em Istambul princípios para um acordo que foram aceitos e rubricados pelas duas partes. Segundo o chanceler russo, o processoacabou sendo interrompido após a intervenção do então primeiro-ministro britânico Boris Johnson e de outros líderes europeus, que teriam pressionado Kiev a não assinar o documento e continuar o conflito.