Irã revela quando deixará de 'punir' os EUA

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica condiciona fim das hostilidades ao cumprimento de sete exigências e diz controlar o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

O Irã afirmou nesta sexta-feira (25) que só deixará de punir os Estados Unidos quando Washington cumprir sete condições impostas por Teerã, em meio à guerra iniciada pelos EUA e Israel contra a nação persa.

"Não deixaremos de punir os EUA até que as sete condições do Irã sejam cumpridas", afirmou um porta-voz do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI).

O Irã impôs sete condições para encerrar as hostilidades. Entre elas estão o fim da guerra em todas as frentes, a liberação dos ativos congelados, o fim do bloqueio naval e a abstenção de ingerência interna e agressão.

Estreito de Ormuz

O CGRI também reiterou que, apesar de os EUA afirmarem o contrário e possuírem "a maior Marinha do mundo", Teerã mantém o controle do trânsito pelo Estreito de Ormuz.

"Apesar de contar com a maior Marinha do mundo, os EUA não conseguiram manter o Estreito de Ormuz aberto nem sequer por algumas horas. Os EUA sustentam que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para evitar o aumento dos preços do petróleo, mas seu controle está nas mãos das forças navais do CGRI", afirmou o órgão militar.

Para sustentar a afirmação, o CGRI lembrou que, antes do início da guerra, circulavam pela passagem marítima "entre dezenas e mais de uma centena de navios" por dia, enquanto "agora, só é permitida a passagem do petróleo pertencente aos parceiros comerciais do Irã, e isso com a autorização de Teerã".

"Os EUA costumavam promover a ideia de sua superioridade tecnológica militar, mas, durante o conflito recente, seus avançados equipamentos aéreos, navais e terrestres foram alvo das Forças Armadas iranianas", concluiu o órgão, em referência aos ataques de retaliação lançados contra instalações militares norte-americanas em vários países do Oriente Médio.