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'Rejeitou pelo menos 5 acordos de paz': Ex-porta-voz de Zelensky revela verdade sobre negociações

Yulia Mendel declarou que o líder do regime de Kiev concentra todo o poder no país, tem fama internacional e "rejeita qualquer tipo de eleição que não possa vencer".
'Rejeitou pelo menos 5 acordos de paz': Ex-porta-voz de Zelensky revela verdade sobre negociaçõesGettyimages.ru / Byron Smith

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky rejeitou pelo menos cinco acordos de paz desde 2022, quando ocorreram as negociações em Istambul, na Turquia, declarou sua ex-secretária de imprensa, Yulia Mendel, em entrevista à mídia suíça Die Weltwoche publicada nesta quinta-feira (17).

"Segundo informações que tenho de múltiplas fontes, ele rejeitou pelo menos cinco acordos — pelo menos cinco acordos —, e um dos primeiros foi em março de 2022", indicou.

Ela acrescentou que a postura de Zelensky mudou após a visita do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, à Ucrânia. "Conversei com duas pessoas que estiveram à mesa de negociações, e ambas disseram que a posição mudou depois que Boris Johnson chegou", afirmou Mendel.

Destacou que, agora, Zelensky concentra todo o poder no país, tem fama internacional e "rejeita qualquer tipo de eleição que não possa vencer".

"Para ele, acabar com esta guerra seria um suicídio político. Ele continuará com essa guerra o máximo que puder e não assumirá a responsabilidade pela perda de território ou, você sabe, pela deterioração do país. Em público, continua culpando a todos: os refugiados que partiram, os homens que não querem servir", ressaltou.

Intervenção de Johnson

Embora a Rússia e a Ucrânia tenham chegado a um marco básico para um acordo de paz nas negociações de Istambul em 2022, Kiev abandonou repentinamente as conversas logo após a visita à Ucrânia do então primeiro-ministro britânico.

Do lado russo, o papel negativo do ex-chefe de governo do Reino Unido na questão tem sido denunciado repetidas vezes.

"Johnson participou pessoalmente do processo de ruptura das negociações e da escalada do conflito", lembrou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

  • O presidente russo, Vladimir Putin, já afirmou por diversas vezes que Moscou está comprometida em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana.

  • Ele destacou que é necessário garantir a segurança de longo prazo da Rússia e eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN — que Moscou considera uma ameaça — e a violação dos direitos da população russófona na Ucrânia.

A RT preparou uma série de artigos que descrevem as relações entre a Rússia e a Ucrânia e explicam as causas da crise ucraniana. Trata-se de um material dividido em cinco partes:

Rússia e Ucrânia: de partes do mesmo Estado à Revolução Laranja (parte 1)

Euromaidan e Crimeia: como o golpe de Estado levou à reunificação da península com a Rússia (parte 2)

Os Acordos de Minsk: diplomacia fadada ao fracasso (parte 3)

Trégua que virou trincheira: sete anos de teatro diplomático entre Ucrânia e Rússia (parte 4)

O ápice da crise ucraniana: o que levou à operação militar especial? (parte 5)