O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (17) na rede social X que os franceses sofrem as consequências do bloqueio do Estreito de Ormuz e que os preços dos combustíveis no país se tornaram "insuportáveis".
Após negociações com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o rei Abdullah II da Jordânia, Macron destacou a importância de "garantir a liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el Mandeb.
"Os bloqueios têm consequências diretas em nossa vida cotidiana. Os franceses as sentem ao abastecer, com preços que se tornaram insuportáveis", afirmou Macron.
O presidente disse que a normalização da situação dos combustíveis continua sendo uma prioridade de Paris. Segundo ele, as autoridades adotam medidas para garantir o fornecimento de petróleo e aliviar a pressão sobre os preços.
Crise de combustível
Macron pediu na quarta-feira (16) uma "mobilização total" diante do problema do preço da gasolina, segundo a porta-voz do governo, Maud Bregeon, após uma reunião do Conselho de Ministros.
Bregeon declarou que cerca de 10% dos postos de combustíveis do país enfrentam dificuldades no abastecimento de "pelo menos um combustível". Segundo a porta-voz, Macron pediu ao governo medidas para garantir o fornecimento e o controle dos preços dos combustíveis.
Segundo a imprensa francesa, a crise de combustível no país se agravou. Recentemente o preço médio da gasolina 95-E10 chegou a 2,11 euros por litro, o maior nível desde 1985, quando o governo começou a reunir esses dados.
A gasolina 95-E5 também atingiu níveis recordes, com média de cerca de 2,17 euros por litro. O diesel ficou em torno de 2,29 euros por litro e, nesta quinta-feira, chegou a 2,89 euros em algumas regiões da França, como a Alsácia.
- Desde 2022, a UE reduziu consideravelmente suas importações de combustíveis russos. As importações de petróleo bruto russo por via marítima caíram quase completamente, enquanto a participação do gás russo recuou de 45%, em 2022, para 12%.
- Enquanto isso, a atual escalada no Oriente Médio disparou os preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na UE, pressionando famílias e empresas, provocando fechamentos de indústrias, demissões e um enfraquecimento econômico progressivo.
- Ao mesmo tempo, a situação energética na Europa continua vulnerável. Os reservatórios de gás da UE estão com apenas 67% de sua capacidade, ante 80% registrados no ano passado. Analistas alertam para possíveis aumentos de preços durante o inverno, especialmente diante da proibição de todas as importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027.