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Lula diz que Igreja Católica terá dificuldades sem fim do celibato e mulheres padres

Presidente afirmou que igualdade dada às mulheres é uma vantagem das igrejas evangélicas e relacionou isso ao crescimento delas no Brasil.
Lula diz que Igreja Católica terá dificuldades sem fim do celibato e mulheres padresGettyimages.ru / Mateus Bonomi/Anadolu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que a Igreja Católica enfrentará dificuldades enquanto mantiver o celibato e não permitir que mulheres sejam padres e bispos. A declaração foi feita durante encontro no Palácio do Planalto com pastores dos Estados Unidos e integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

"Eu já tive a oportunidade de falar para o Papa Francisco: enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos, as mulheres poderem falar, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldade", disse Lula.

Igreja Católica

Na Igreja Católica, a ordenação sacerdotal é reservada aos homens, posição definida pelo Vaticano como definitiva. Já o celibato é a regra para padres da Igreja Latina, embora existam exceções dentro do próprio catolicismo, como nas Igrejas Católicas Orientais, onde homens casados podem ser ordenados sacerdotes.

Francisco, porém, já havia se manifestado contra a ordenação sacerdotal de mulheres. Em 2013, ao ser questionado sobre o tema, afirmou que a Igreja havia dado uma resposta definitiva: "Essa porta está fechada".

Crescimento evangélico

O presidente comparou a situação com a das igrejas evangélicas e afirmou que o espaço concedido às mulheres é uma vantagem.

"Essa é uma vantagem que a igreja evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições. A mulher pode ser o que ela quiser. E é isso que faz com que a igreja evangélica tenha crescido tanto no Brasil", afirmou.

O crescimento evangélico citado pelo presidente aparece nos dados do IBGE. No Censo de 2022, 26,9% da população de 10 anos ou mais se declarou evangélica, enquanto os católicos representavam 56,7%. Em 2010, os evangélicos eram 22,2% da população, enquanto a proporção de católicos já vinha em trajetória de queda.