O governo britânico ofereceu apoio, nesta terça-feira (15), às empresas que operam nas ilhas Malvinas, em resposta à política de sanções do governo argentino de Javier Milei contra companhias e pessoas que realizem atividades econômicas no arquipélago.
Em documento oficial, Londres afirmou que, caso alguma empresa "seja submetida à pressão em um terceiro país em relação a negócios legítimos e legais" nas Malvinas, "o governo do Reino Unido está disposto a deixar clara sua posição diretamente a qualquer empresa que busque garantias".
"A posição do governo do Reino Unido é que a Argentinanão tem o direito de exercer jurisdição sobre as ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nelas, tampouco sobre qualquer empresa ou pessoa física que realize negócios nas ilhas ou relacionados a elas", acrescentou.
Apoio à atividade "legítima"
Nesse sentido, o governo britânico afirmou que "apoia toda atividade econômica legítima nas ilhas Falklands e celebra o interesse contínuo e a participação do setor privado" no território. Além disso, declarou que "apoia plenamente o direito dos habitantes" de desenvolver seus recursos naturais, "incluindo os hidrocarbonetos".
Buenos Aires já iniciou procedimentos sancionatórios contra várias dezenas de pessoas e entidades jurídicas por sua suposta participação em atividades de exploração de hidrocarbonetos nas Malvinas. Milei também anunciou novas medidas para ampliar as sanções contra empresas e pessoas envolvidas em projetos petrolíferos na região.
Diante dos anúncios, um porta-voz do governo britânico afirmou que as Forças Armadas do país "estão em alerta 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido". O representante também declarou que as ilhas permanecerão sob controle britânico "enquanto os habitantes desejarem".
Nesse contexto, Londres reiterou nesta terça-feira que as Malvinas "são um território britânico ultramarino".