
Esposa de Maduro pede prisão domiciliar para tratar problemas de saúde

A primeira-dama Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, pediu para ficar em uma residência em Nova York sob vigilância permanente enquanto faz tratamento cardíaco. A informação foi dada nesta quinta-feira (10) por David Alandete, correspondente do ABC na Casa Branca.
Cilia está nos Estados Unidos aguardando julgamento, marcado para 1º de junho de 2027. De acordo com seus advogados, sua saúde piorou: ela perdeu mais de 11 quilos, dois dentes e dorme menos de 4 horas por dia. A defesa relatou dores no peito, arritmias e dificuldades respiratórias.

Segundo o documento, em 29 de julho, Flores sofreu, durante 30 minutos, uma "intensa pressão no peito e sensação de falta de ar", que cessou, posteriormente, sem medicação. Os advogados consideram que pode ter sido um infarto leve, embora reconheçam que isso não foi confirmado.
Prisão domiciliar
Os advogados pedem à Justiça norte-americana que Flores seja transferida para uma residência particular em Nova York e propõem um regime de vigilância rigorosa com guardas armados 24 horas por dia, localização por GPS, câmeras, revistas surpresa, retenção do passaporte e monitoramento de chamadas, com excepção de os comunicações com seus advogados, visitas só com autorização, saídas apenas com escolta.
Os advogados se comprometem a arcar com os custos e invocam a manutenção da prisão de Maduro nos Estados Unidos como garantia de que sua esposa não fugiria — ela quer ficar no país para apoiá-lo durante o processo.
O caso contra Maduro e Flores
No início de setembro Maduro e Flores solicitaram a um juiz que arquivasse as acusações de narcotráfico, alegando imunidade diplomática.
No dia 3 de janeiro, os EUA lançaram uma agressão militar maciça em território venezuelano. Após a invasão militar, Maduro e a deputada Flores foram transferidos para uma penitenciária federal de segurança máxima em Nova York. Estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, uma prisão de segurança máxima que já abrigou criminosos de alta periculosidade, como o narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán.
Em sua primeira aparição, em 5 de janeiro de 2026, ambos se declararam inocentes dos crimes de que são acusados. Maduro Moros se definiu como um "prisioneiro de guerra" do governo dos EUA.

