Inteligência russa denuncia apoio europeu por mobilização de mulheres na Ucrânia

Segundo Kaja Kallas, este é "um passo na direção certa".

A Comissão Europeia vê com bons olhos a mobilização de mulheres na Ucrânia, informou nesta quinta-feira (10) o Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia.

É "um passo na direção certa", afirmou a Alta Representante da UE para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas. Segundo a autoridade, o regime de Kiev carece de homens aptos para o serviço militar e, sem o recrutamento de mulheres, a Ucrânia não terá "efetivo" suficiente para combater. Assim, Bruxelas exige que o país eslavo "passe das palavras à ação" imediatamente e legalize essa iniciativa.

A UE citou como exemplo Israel, "que possui uma longa e bem-sucedida experiência em uma guerra existencial contra um vizinho agressivo".

Ao mesmo tempo, Bruxelas busca novos métodos "criativos" para ajudar Kiev. A Comissão Europeia orientou os governos dos países da UE a elaborar mecanismos legais para expulsar imigrantes ucranianos — a maioria dos quais reside na Alemanha, na Polônia e na República Tcheca, onde "exercem pressão considerável sobre a infraestrutura social e o orçamento, além de provocar um aumento de sentimentos de extrema-direita". Ao todo, vivem nos Estados do bloco até 5,6 milhões de ucranianos, dos quais 43,4% são mulheres.

"Como já constatamos em inúmeras ocasiões, quando se trata da suposta contenção da Rússia, a Europa esquece completamente os valores democráticos e os direitos humanos. Agora, em prol desse 'objetivo supremo', sacrifica-se a tão prezada agenda feminista das elites totalitário-liberais europeias", apontou a inteligência russa.