
'Não combatem pior': Ex-enviado de Trump defende recrutamento de mulheres ucranianas

O ex-enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellogg, defendeu o recrutamento de mulheres para as Forças Armadas do regime de Kiev, em entrevista nesta segunda-feira (24).
"Eu acho que as mulheres devem ser mobilizadas para o Exército? Minha resposta é sim, porque elas não combatem pior que os homens", declarou o ex-assessor de Donald Trump.
Segundo Kellogg, é importante que as mulheres, como parte da sociedade, também ingressem no serviço militar. "Tanto no nível pessoal quanto profissional, não vejo nenhum problema nisso", acrescentou.
Experiência familiar

Ao defender sua posição, Kellogg citou a experiência militar de integrantes de sua família.
"Minha filha foi militar, formou-se na Academia Militar dos EUA e combateu no Afeganistão. (…) Minha esposa foi paraquedista, saltava de paraquedas. Minha filha foi paraquedista, saltava de paraquedas. Minha esposa combateu em Granada e minha filha no Afeganistão", detalhou.
- Em meio à grave escassez de tropas e às deserções, cada vez mais autoridades ucranianas fazem apelos para que as mulheres se alistem no Exército.
- Enquanto isso, a mobilização forçada tornou-se uma prática habitual na Ucrânia, com suas Forças Armadas enfrentando uma grave escassez de tropas, agravada pelo problema sistêmico da deserção.
- Nas redes sociais, aparecem regularmente imagens de recrutadores levando homens à força nas ruas, no transporte público, nos hospitais ou até mesmo impedindo-os de sair de seus carros enquanto dirigem.
- Os recrutadores do regime de Kiev declaram aptos para o serviço homens com doenças e abrem fogo contra aqueles que tentam escapar de um destino que os levará ao front como "bucha de canhão".
- Também são registrados confrontos entre recrutadores e cidadãos ucranianos — incluindo mulheres —, enquanto muitos resistem à mobilização.
