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Suprema Corte decide se vai investigar Moraes pelo caso Master na próxima terça

O presidente do STF ressaltou que precisa zelar pela integridade do Tribunal e que tomou as rédeas de todos os pedidos de investigação desde que se instaurou a crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Suprema Corte decide se vai investigar Moraes pelo caso Master na próxima terçaValter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, marcou para a próxima terça-feira, 15 de setembro, uma sessão plenária da Corte para jugar se o ministro Alexandre de Moraes deverá ser investigado pelo seu envolvimento no caso Master, informou na quarta-feira (9) o portal Poder360.

O presidente da Suprema Corte ressaltou que precisa zelar pela integridade do Tribunal e que tomou as rédeas de todos os pedidos de investigação desde que se instaurou a crise envolvendo Moraes e André Mendonça, ainda mais com a recente atuação do ministro Flávio Dino, o que gerou uma guerra de pedidos de investigação, liminares, derrubadas e cassações de liminares.

O plenário da Corte deverá agora deliberar se autoriza a investigação da Polícia Federal (PF) contra Moraes por sua suposta troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do agora extinto Banco Master e principal alvo da operação Compliance Zero da PF.

Entenda:

  • A crise começou na terça-feira (8), quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
  • A decisão foi tomada após a divulgação de relatórios de inteligência que mencionavam Mendonça e que, segundo o ministro, indicariam que ele havia sido alvo de monitoramento ilegal pela PF.
  • O afastamento foi provocado por um pedido do Partido Novo e acabou obtendo maioria na Segunda Turma do STF. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
  • Na manhã de quarta-feira (9), Flávio Dino concedeu liminar para reintegrar Rodrigues, argumentando que o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento em um processo criminal e que Mendonça, por ser diretamente mencionado nos relatórios, não poderia decidir sobre uma questão na qual era parte.
  • Dino também afirmou que Fachin já havia aberto um procedimento para analisar a regularidade dos relatórios, o que, segundo ele, colocava a questão sob competência da Presidência ou do plenário do STF.