
Colaboração com genocídio? Denúncia da Nicarágua contra a Alemanha é debatida na ONU

A Nicarágua apresentará na terça-feira (8) à Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal tribunal das Nações Unidas, com sede em Haia, os argumentos da denúncia apresentada há dois anos contra a Alemanha por suposto genocídio.

O caso começou em 2024, quando o país centro-americano denunciou que a Alemanha violava leis internacionais ao fornecer apoio material, financeiro e político a Israel, em particular por meio do fornecimento de armas que poderiam ter facilitado a prática de "genocídio" contra palestinos, e ao suspender o financiamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA).
A ação judicial contra a Alemanha, segundo maior fornecedor de armas de Israel depois dos Estados Unidos, entrou em uma etapa decisiva nesta segunda-feira (7), com a realização de audiências diárias que terminarão na quinta-feira (10). A previsão é que a sentença seja anunciada em no máximo seis meses.
Segundo reportagem da agência Associated Press (AP), durante a primeira sessão, a Alemanha considerou que a denúncia deveria ser rejeitada. O país também negou ter violado a Convenção sobre o Genocídio e o direito internacional humanitário.
