
Argentina construirá base naval na Terra do Fogo em meio à disputa pelas Malvinas

O presidente argentino, Javier Milei, anunciou em discurso na quinta-feira (3) que assinará um decreto para destinar mais recursos ao Ministério da Defesa e para a construção de uma base naval no litoral sul do país, como parte das medidas para reforçar a estratégia nacional em relação à questão das Ilhas Malvinas.

"Assinaremos um decreto de urgência para aumentar os recursos do Ministério da Defesa a fim de construir uma base naval integrada na Terra do Fogo e aprimorar nossas capacidades de telecomunicações. Essa base nos tornará o mais importante centro logístico do Atlântico Sul e será fundamental para a projeção geopolítica da Argentina", afirmou.
A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla em resposta ao iminente avanço de projetos de exploração de recursos naturais nas ilhas Malvinas. Milei mencionou especificamente o projeto de petróleo offshore Sea Lion, operado pela Navitas Petroleum e pela Rockhopper Exploration.
Argentina construirá base naval na Terra do Fogo em meio à disputa pelas Malvinas
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 4, 2026
De acordo com o presidente argentino, a base transformará o país em um centro logístico e será fundamental para projeção geopolítica. pic.twitter.com/v9dVNWNxsi
"Argentina não ficará de braços cruzados"
"Nossa causa exige uma resposta. Não permitiremos isso. A Argentina não ficará de braços cruzados. [...] Utilizaremos todos os instrumentos do Estado — diplomáticos, econômicos, judiciais e legais — para deter atores estatais e não estatais que violem nossa soberania", declarou o presidente argentino em pronunciamento televisionado.
Confira pronunciamento em rede nacional de Javier Milei sobre as Malvinas
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Reivindicação argentina pela soberania do arquipélago voltou ao centro da agenda após declaração de Donald Trump sobre abrir uma possível mudança na histórica posição de Washington. https://t.co/4dNOXiZEIgpic.twitter.com/Bp6BuN32Ex
Além da base naval, o governo anunciou sanções mais rigorosas contra empresas que participam em atividades não autorizadas nas ilhas e a apresentação urgente ao Congresso de uma Lei para a Defesa da Soberania Nacional que propõe, entre outras coisas, a criação de um Conselho de Segurança Nacional que coordene os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Inteligência e da Economia para responder a ameaças à segurança nacional.
