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Irã reage com ironia ao secretário do Tesouro dos EUA e alerta para crise dos títulos da dívida

O chefe do parlamento iraniano deu as declarações em meio à crescente pressão sobre o governo dos EUA devido ao desempenho dos mercados de energia e dívida, segundo a Press TV.
Irã reage com ironia ao secretário do Tesouro dos EUA e alerta para crise dos títulos da dívidaGettyimages.ru

O rápido declínio das reservas estratégicas de petróleo, o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro e a alta do petróleo colocaram o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o presidente Donald Trump em uma posição difícil, apontou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, em publicação no X na quinta-feira (3).

"Venda mais, campeão. Como se sua carreira dependesse disso (porque depende). Ou esvazie abaixo da zona de perigo e veja suas cavernas desabarem (junto com sua carreira). Ou reze aos deuses do sal de Bryan Mound", escreveu em referência a maior das reservas estratégicas dos EUA - Bryan Mound, no Texas.

Pressão sobre mercados de dívida e energia

As declarações de Ghalibaf surgem em meio à crescente pressão sobre o governo dos EUA devido ao desempenho dos mercados de energia e dívidasegundo a Press TV.

Bessent implementou programas de recompra no mercado de títulos do Tesouro, particularmente com títulos de 10 anos, para reduzir os rendimentos de longo prazo e os custos de empréstimo antes das eleições de meio de mandato.

No entanto, o mercado de títulos resistiu amplamente a intervenção, e os rendimentos permanecem altos ou até mesmo estão subindo. Especialistas de Wall Street questionaram a eficácia dessas medidas e alertaram para os riscos crescentes no mercado.

Por outro lado, os Estados Unidos têm intensivamente usado sua Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês).

A SPR, armazenada em vastas cavernas de sal no Texas e na Louisiana, caiu para seu nível mais baixo desde o início da década de 1980

Bryan Mound, perto da costa do Texas, é um dos principais locais de armazenamento. Surgiram também as preocupações sobre os riscos estruturais associados à extração excessiva, como alterações de pressão, estabilidade das paredes de sal e integridade dos poços.

Entretanto, a cotação do petróleo de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, considerados indicadores das expectativas do mercado em relação ao fluxo de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz, ultrapassou os US$ 100 nos últimos dias.

Segundo Ghalibaf, Washington está tentando mascarar a situação com retórica sobre o Irã, enquanto os indicadores de mercado oferecem um panorama mais claro das pressões subjacentes.

Guerra econômica total

Em 24 de agosto, Bessent anunciou a operação "Pária Econômico", descrita como a maior ofensiva financeira contra o Irã e um "Dia D econômico". O objetivo declarado é isolar completamente Teerã.

As ameaças de sanções setoriais abrangem cinco áreas da cooperação internacional do Irã: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. As medidas também ameaçam excluir do sistema do dólar países ou entidades que cooperem com o Irã.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaeiadvertiu os países vizinhos a não aderirem à ofensiva econômica anunciada pelos EUA.

"Nem uma única gota de petróleo sairá do Golfo Pérsico nem do Estreito de Ormuz" caso países vizinhos cooperem com Washington, afirmou Rezaei.

"E também atacaremos outras rotas pelas quais o petróleo é exportado do Golfo Pérsico", acrescentou.