
Crimes de guerra encobertos e reivindicações ilegais: Rússia apela ao Japão para retornar a caminho da paz

A Rússia criticou a política do Japão em relação às Ilhas Curilas e denunciou Tóquio por abandonar os princípios pacifistas previstos em sua Constituição.
Na terça-feira (1º) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, apelou às autoridades japonesas para retomarem o caminho da paz e a pararem de fazer reivindicações territoriais ilegais contra Moscou.

"Reiteramos nosso apelo para que as autoridades japonesas retornem aos princípios do pacifismo consagrados em sua própria Constituição", disse Zakharova durante uma coletiva no Fórum Econômico Oriental, que condenado a política de rearmamento japonesa quie tem causado apreensão entre os vizinhos.
De acordo com Zakharova, o Japão evita reconhecer plenamente os resultados da Segunda Guerra Mundial os acordos internacionais que definiram suas consequências, além de tentar encobrir crimes de guerra contra países da região durante o conflito.
Ela ressaltou que as Curilas passaram à soberania russa com base nos acordos firmados pelas potências aliadas e na Carta da ONU.
“A soberania e a jurisdição da Rússia sobre esses territórios são incontestáveis”, afirmou.
Protestos infundados
A declaração ocorreu após Tóquio protestar contra a visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Iturup, uma das ilhas do arquipélago, um dia após o presidente russo ter supervisionado a fase final de manobras em larga escala da Frota russa do Pacífico em sua visita à cidade de Yuzhno-Sakhalinsk
O embaixador russo no Japão, Nikolay Nozdryov, classificou a reação japonesa como um "protesto infundado".
Já Putin, por sua vez, recordou que a soberania russa sobre as ilhas é respaldada internacionalmente e decorre do resultado da Segunda Guerra Mundial.

