
Kremlin afirma que Europa usa Rússia como 'grande inimigo' para justificar aumento de impostos

A Europa apresenta a Rússia como um "grande inimigo" para convencer a população a aceitar impostos mais altos destinados ao fortalecimento da própria defesa,afirmou neste domingo (30) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Segundo Peskov, a construção de uma estrutura de defesa própria "custa muitíssimo dinheiro" após o fim do "guarda-chuva americano tão barato em matéria de segurança". O porta-voz disse que os custos recaem sobre os cidadãos, com aumento de impostos, aluguéis, eletricidade e gasolina.
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"Como convencer os eleitores? Inventar um inimigo. Qual inimigo é mais convincente? Um grande inimigo, importante e poderoso", afirmou Peskov em entrevista ao jornalista Pavel Zarubin.
Reforço militar europeu
Em julho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte,disseram que a Europa não pode mais "terceirizar" sua segurança aos Estados Unidos por meio da aliança, como ocorreu durante décadas. Segundo eles, os países europeus da OTAN estão ampliando seus arsenais, enquanto os gastos e a produção de defesa aumentam.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende que os países da OTANelevem os gastos militares para 5% do PIB até 2035. O Pentágono também prevê uma retirada de tropas americanas da Europa, com conclusão prevista para dezembro.
- Moscou nega repetidamente a existência de planos para atacar países da OTAN. Em junho, o presidente russo, Vladimir Putin, classificou como "provocação deliberada" os rumores sobre um possível ataque à aliança.
- "Que sentido tem para nós atacar a Europa e entrar em guerra com a OTAN?", questionou Putin. Em 2025, o presidente também criticou o que chamou de "histeria das elites ocidentais" em relação a uma suposta ameaça russa.

