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China e Rússia ameaçam hegemonia espacial dos EUA com avanços em foguetes e satélites

Enquanto empresa chinesa pousa propulsor pela primeira vez e Rússia lança sistema de satélites Rassvet, Trump tenta garantir mil lançamentos por ano até 2030.
China e Rússia ameaçam hegemonia espacial dos EUA com avanços em foguetes e satélitesImagem gerada por IA

A hegemonia dos Estados Unidos na indústria espacial comercial começa a mostrar sinais de desgaste diante do avanço de concorrentes como China e Rússia, informou o Washington Post na quarta-feira (26).

Avanços da China e Rússia

A publicação relembra que, em 19 de agosto, a empresa aeroespacial chinesa LandSpace realizou com sucesso a recuperação do primeiro estágio de seu foguete comercial reutilizável Zhuque-3, o que tinha sido feito anteriormente apenas por SpaceX e Blue Origin dos Estados Unidos. A conquista permite que os foguetes sejam reutilizados, reduzindo drasticamente o custo dos lançamentos espaciais.

Enquanto isso, a Rússia está implantando rapidamente satélites de órbita baixa com o sistema Rassvet, que transmite serviços de internet à Terra. O projeto Rassvet visa fornecer aos usuários acesso à internet de banda larga com velocidades de até 1 gigabit por segundo e latência de apenas 70 milissegundos.

O serviço comercial está previsto para começar em 2027. Espera-se que a constelação tenha 292 satélites operacionais até 2030.

Como os EUA responderão?

O presidente Donald Trump assinou, em 13 de agosto de 2025, um memorando que busca assegurar a liderança americana no setor. O documento determina que as agências federais preparem a infraestrutura espacial dos EUA para atingir mais de mil lançamentos e reentradas por ano até 2030. Contudo, a publicação observa que a Administração Federal de Aviação (FAA) autorizou apenas 205 operações comerciais espaciais no último ano fiscal.

Outro ponto crítico, citado pela mídia, são as instalações de lançamento envelhecidas, que têm orçamentos de manutenção cada vez menores, conforme revelou recente avaliação do inspetor-geral da NASA. A isso se soma a redução das revisões regulatórias, muitas vezes duplicadas, que atrasam missões espaciais.