
Escândalo abala relações entre EUA e China: o que aconteceu?

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (26) uma operação contra uma suposta campanha de ciberespionagem atribuída à China, em um momento particularmente delicado para as relações entre Washington e Pequim.

O Departamento de Justiça e o FBI declararam que a operação visa desmantelar plataformas usadas para atacar infraestruturas críticas dos EUA.
As autoridades americanas relataram a apreensão, autorizada judicialmente, dos domínios da QScan e da QTRouter, duas plataformas que, segundo alegam os documentos judiciais, seriam operadas pelo grupo QTFY, ligado a uma empresa de tecnologia sediada na cidade chinesa de Nanjing.
Washington alega que o grupo oferecia "serviços de hackers" a clientes como o Ministério da Segurança do Estado da China e o Exército de Libertação Popular.
Entre as agências americanas supostamente afetadas estariam a NASA; Federal Reserve; Departamento de Energia; Departamento de Justiça; Institutos Nacionais de Saúde e o Senado.
Resposta da China
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou nesta quinta-feira (27) que Pequim se opõe e combate o cibercrime dentro dos limites da lei, e rejeitou as acusações dos EUA como desinformação politicamente motivada e sem qualquer prova. Ele também instou Washington a abandonar seus "dois pesos e duas medidas" e manipulação política, e a abordar os riscos de segurança cibernética por meio de um diálogo baseado na igualdade. Ao mesmo tempo, reiterou que os EUA são "o maior império de cibercrime e vigilância do mundo".
Recentemente, o presidente americano Donald Trump lançou acusações contra o país asiático por suposta interferência nas eleições americanas. O presidente afirmou em julho que Pequim havia obtido dados de cerca de 220 milhões de eleitores, embora essas alegações tenham sido rejeitadas pelo país.
Washington e Pequim estão se preparando para uma possível reunião entre Trump e Xi Jinping, com a visita do presidente chinês aos Estados Unidos agendada para setembro, embora a data final ainda não tenha sido confirmada.

