
'Invenções': China rebate acusações dos EUA de espionagem nas Américas

A China acusou os Estados Unidos de "intimidação tecnológica" nesta segunda-feira (24). A alegação ocorreu após um alto funcionário americano recomendar que países das Américas abandonem rapidamente fornecedores de tecnologia chineses por supostos riscos de espionagem e ataques cibernéticos.
A declaração havia sido publicada em 21 de agosto por Juan Pablo Segura, subsecretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, e confirmada em outro post nesta segunda-feira.

Segura é oatual responsável pelo escritório do Departamento de Estado que trata das relações com a América Latina. De acordo com ele, essas companhias estariam "sujeitas à vontade do Governo comunista chinês".
Empresas na mira
Entre as empresas atacadas, estão gigantes como a Huawei, ZTE, Hikvision, Hytera, Dahua e DJI. Seu argumento é de que a "legislação chinesa" obrigaria, supostamente, esses fornecedores a cooperar com os serviços de inteligência de Pequim.
Segundo ele, isso criaria riscos de espionagem, invasões e interrupções de redes. Segura pediu que parceiros americanos no hemisfério migrassem para "fornecedores confiáveis" para supostamente proteger seus cidadãos e sua soberania.
China responde
Questionado em coletiva nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, classificou as acusações como "invenções que distorcem os fatos" e afirmou que elas representam coerção unilateral.
Lin defendeu as empresas chinesas e disse que elas cumprem as leis dos países onde operam. Em resposta, acusou os EUA de realizarem espionagem, vigilância e ataques cibernéticos na América Latina e no Caribe.
"Os EUA devem parar de interferir no direito dos países soberanos de escolherem seus parceiros", afirmou o porta-voz.

