Washington Post terá de readmitir jornalista demitida após posts ofensivos sobre Charlie Kirk

Uma juíza arbitral determinou que o jornal The Washington Post reintegre Karen Attiah, jornalista de opinião demitida após publicações nas redes sociais feitas depois do assassinato de Charlie Kirk. A decisão também ordenou o pagamento integral dos salários retroativos e dos benefícios perdidos. A informação foi publicada pela agência Associated Press nesta segunda-feira (24).
A juíza arbitral Sarah Miller Espinosa concluiu que o jornal não demonstrou que Attiah cometeu "falta grave" nem tinha "causa boa e suficiente" para demiti-la. Segundo a decisão, o Post violou o acordo coletivo com o sindicato.
Attiah recebeu a carta de demissão em 11 de setembro, um dia depois de Kirk ser morto a tiros durante uma aparição pública na Utah Valley University. O WP afirmou que as publicações violavam suas políticas de redes sociais, prejudicavam a integridade da organização e poderiam colocar funcionários em risco.
Posts sobre Kirk
Após a morte de Kirk, Attiah publicou mensagens no Bluesky sobre homens brancos violentos e rejeitou o que chamou de "luto performático". Em uma das postagens, escreveu que a "pressa em proteger homens brancos violentos" poderia levar a uma reação violenta motivada pelo medo.
Attiah afirmou no Instagram* que a decisão determina sua reintegração imediata, com pagamento retroativo. "Foi uma luta de um ano, mas esta é uma vitória para jornalistas em todos os lugares", escreveu.
Na época da demissão, Attiahera a única mulher negra entre os jornalistas de opinião. Ela também havia sido editora fundadora de opinião global do jornal.
Reação à decisão
O Democracy Defenders Fund, que representou Attiah ao lado do Washington-Baltimore News Guild, afirmou que a decisão representa um marco para a liberdade de imprensa e impede o uso de medidas disciplinares retaliatórias para silenciar jornalistas.
O Washington Post afirmou que respeita o processo de arbitragem. A National Association of Black Journalists havia dito, na época da demissão, que o caso "levantou um alerta sobre a erosão das vozes negras na mídia".
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

