Entidades de imprensa declaram 'profunda procupação' com operação ordenada por Moraes contra fonte de jornalista

Entidades de imprensa manifestaram "profunda preocupação" após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, conforme publicado pelo Poder360.
A medida foi cumprida na terça-feira (11), após pedido da Polícia Federa (PF) e aval da Procuradoria-Geral da República.
Cutrim é ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão e teria fornecido informações para reportagens sobre o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. O jornalista é acusado de perseguir o ministro e divulgar informações que coloquem sua segurança em risco.
Reação
A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) afirmaram que medidas que possam atingir o sigilo de fontes jornalísticas ameaçam a liberdade de imprensa e citaram a proteção prevista na Constituição.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindjor-MA (Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Maranhão) também questionaram a operação e pediram esclarecimentos sobre o acesso às comunicações e aos materiais do jornalista.
As entidades querem garantias de que outras fontes não sejam identificadas a partir do conteúdo apreendido.

