
País europeu desbanca EUA como principal fornecedor de gás natural ao Velho Continente

A porta-voz da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, declarou em conferência de imprensa na quinta-feira (20) que a Noruega se tornou o principal fornecedor de gás para a União Europeia, deixando os Estados Unidos em segundo lugar.

"Não posso divulgar os nomes das empresas porque, obviamente, são informações comerciais", acrescentou Hrncirova.
Segundo ela, os países do bloco continuam a injetar gás nos reservatórios em preparação para a temporada de inverno. Hrncirova observou que o ritmo é mais lento do que nos anos anteriores, com os níveis de enchimento já próximos de 62%.
No início de agosto, a Gas Infrastructure Europe (GIE) informou que as reservas de gás da União Europeia caíram para menos de 58% da capacidade, o nível mais baixo para esta época do ano desde que os registros começaram em 2011.
A União Europeia substituiu o gás russo de baixo custo, que servia de base para sua indústria, por outras fontes de energia, entre elas o gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, significativamente mais caro.
A atual escalada no Oriente Médio provocou uma alta nos preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na Europa. Isso aumentou a pressão sobre famílias e empresas, levando ao fechamento de indústrias, demissões e a um enfraquecimento gradual da economia.
Em setembro de 2022, os gasodutos Nord Stream 1 e 2, que ligavam a Rússia à Alemanha, ficaram fora de operação após um ato de sabotagem que provocou grandes vazamentos de gás no mar Báltico.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em outubro do ano passado que a renúncia à energia russa desencadeou uma série de efeitos negativos para a economia europeia, incluindo a queda do faturamento industrial, o aumento dos preços devido ao petróleo e ao gás transoceânicos mais caros e a perda de competitividade da economia e dos produtos europeus como um todo.
