O presidente nacional do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal, Leonardo Avalanche, tornou-se réu em uma ação penal que investiga crimes como associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos. A informação foi publicada pelo UOL nesta quinta-feira (20).
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Avalanche e integrantes de seu grupo político teriam articulado uma fraude para assumir o comando do PRTB durante uma eleição interna realizada em 23 de fevereiro de 2024.
De acordo com a acusação, dezenas de pessoas teriam sido recrutadas para se passar por fundadores do partido. O grupo teria utilizado documentos falsos e reproduzido assinaturas de integrantes que de fato haviam participado da fundação da legenda.
Após a vitória na eleição interna, os envolvidos teriam atuado para afastar a então vice-presidente do PRTB, Rachel de Carvalho, e aliados de seu grupo político.
Avalanche também é acusado de dirigir ofensas misóginas contra Rachel. Entre as declarações atribuídas a ele está a de que "mulher só serve para cumprir cota". O MP-SP também afirma que o dirigente teria feito ameaças de morte contra a ex-vice-presidente.
O que aconteceu
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em janeiro de 2026 e recebida pela Justiça de São Paulo em março. Conforme a acusação, os crimes teriam sido praticados entre fevereiro e abril de 2024 com o objetivo de garantir o controle da legenda.
A ação ainda será analisada pela Justiça, e a condição de réu não significa condenação. Avalanche terá direito à defesa e ao contraditório durante o processo.