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Ministro colombiano gera polêmica ao passar férias na praia em meio à emergência do terremoto

O ministro se defendeu dizendo que havia planejado uma viagem para ficar com os filhos, pois seu objetivo é "ser um pai presente" mesmo em serviço.
Ministro colombiano gera polêmica ao passar férias na praia em meio à emergência do terremotoX / @soyjaimeandres

O ministro da Habitação da Colômbia, Jaime Andrés Beltrán, está no centro de uma controvérsia apenas 10 dias após assumir o cargo para o qual foi nomeado pelo recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella.

O escândalo eclodiu depois que imagens do ministro em férias com sua esposa vieram à tona em uma praia de Santa Marta, no norte do país, em meio à emergência causada pelo terremoto de magnitude 7,4 de 10 de agosto que deixou 294 mortos e 115.461 desabrigados.

Através de uma publicação no X, o portal de notícias independente Desigual mostrou Beltrán na praia e destacou que o ministro havia comparecido a um casamento e saído para passear no primeiro fim de semana após o forte terremoto, que também deixou 81.506 casas danificadas, 14.493 destruídas e 66 prédios em ruínas.

Em resposta às alegações, vários legisladores já se manifestaram. O deputado Alejandro Toro, do Pacto Histórico, chegou a anunciar que apresentará uma moção de censura contra Beltrán "para que ele preste contas ao país".

"Se a prioridade de Jaime Andrés Beltrán neste momento é ir de férias para a praia, demita-o, Presidente Abelardo de la Espriella", escreveu a senadora Jennifer Pedraza.

Resposta

Em sua conta nas redes sociais, Beltrán se defendeu: "Sou Ministro da Habitação, mas também sou um pai presente, comprometido e sensível ao que acontece em nosso país".

"Nas últimas horas, circularam diversos vídeos e mensagens alegando que Jaime Andrés abandonou sua responsabilidade em meio à tragédia, que saímos de férias e negligenciamos nosso desafio como ministro. O que não é verdade", afirmou.

Beltrán mencionou que havia planejado uma viagem com a família para estar com os filhos. "Moro em Bogotá, minha esposa mora em Bucaramanga com meus filhos, e fazemos questão de nos ver com frequência. Fui visitá-los durante as férias deles", acrescentou, explicando que o objetivo da visita era "estar presente como pai". "Os servidores públicos priorizaram o trabalho e negligenciaram suas famílias, quando a família é igualmente importante", afirmou.

O ministro deixou claro também que não renunciará: "Continuarei sendo ministro", reiterando que está "na linha de frente da situação" desde o primeiro dia desta emergência.