
Asas brasileiras sobre o Báltico: país europeu mira na compra de aeronaves da Embraer

A Força Aérea da Letônia está considerando a aquisição do caça turboélice A-29 Super Tucano, da brasileira Embraer, como componente estratégico de sua defesa aérea, informou a impresa letã.

O interesse surgiu durante conferência aeroespacial realizada em Londres em julho, quando o comandante-em-chefe das forças aéreas do país, Coronel Viesturs Masulis, manteve reuniões com representantes da indústria brasileira.
A plataforma brasileira atraiu atenção especial da delegação letã por suas características operacionais. Masulis destacou que recomendará ao seu sucessor, Coronel Edmunds Svencu, concentrar esforços nesse modelo não como recurso aéreo convencional, mas como sistema de defesa baseado em aeronaves, especialmente para repelir alvos em baixa altitude e drones.
Nos últimos meses, a Letônia registrou diversos casos de drones ucranianos cruzando seu espaço aéreo em direção à Rússia sem encontrar resistência, chegando a causar a renúncia do ministro da Defesa Andris Spruds e da primeira-ministra Evika Silina em maio.
O governo letão destinou mais de US$ 1 bilhão para defesa aérea, podendo incluir aeronaves de ataque leve, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.

O governo letão aguarda proposta específica da Embraer antes dos cálculos necessários.
Capilaridade brasileira
O Super Tucano foi originalmente desenvolvido para missões de ataque leve, reconhecimento e treinamento de pilotos.
Comparado aos caças a jato, oferece custos operacionais significativamente menores e pode patrulhar por mais de seis horas.
A aeronave opera em pistas curtas ou não preparadas e está equipada com metralhadoras integradas, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, além de aceitar munição guiada de precisão e mísseis ar-ar.
A fabricante brasileira tem demonstrado forte penetração no mercado de defesa global, conclamando interesse de forças armadas ao redor do mundo. Neste mesmo mês, a Colômbia assinou contrato para compra de duas aeronaves KC-390, dias após anúncio de compra do mesmo modelo pela Coreia do Sul, durante a visita ao Brasil do presidente Lee Jae-Myung.
Dois anos antes, em julho de 2024, o Paraguai autorizou a aquisição de seis Super Tucano por US$ 96,6 milhões para combater o crime organizado transnacional.

