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Embraer aposta em mercado da OTAN para vender aviões anti-drones

Modelo A-29 Super Tucano apresenta baixo custo e bom desempenho em missões limitadas.
Embraer aposta em mercado da OTAN para vender aviões anti-dronesGettyimages.ru / Franz J. Marty/SOPA Images/LightRocket

A Embraer anunciou nesta semana ter qualificado o A-29 Super Tucano para ser "matador de drones", já que entre as capacidades do caça turboélice está a função de combater aeronaves não tripuladas com bom custo-benefício, informou a Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (13). O anúncio acontece em meio ao receio de países europeus de se envolverem em uma guerra direta contra a Rússia.

O avião da fabricante brasileira é capaz de carregar carga bélica para diversos tipos de combate, incluindo o abate de drones, mesmo sendo pequeno quando comparado com modelos a jato. O modelo é equipado com duas metralhadoras .50 nas asas e pode empregar foguetes guiados a laser.

No quesito economia, a título de comparação, a hora-voo do jato F-35, modelo norte-americano de quinta geração, custa cerca de R$ 211 mil, enquanto um Super Tucano custa cerca de R$ 7.900. No entanto, possui desvantagens. Por ser um modelo turboélice, demora mais para levantar voo e chegar ao local de combate, além de não ter sistema avançado de radar a bordo.

Segundo o jornal, a empresa capacitou o avião com sensores ópticos e de infravermelhos de última geração para mira, para poder vender o Super Tucano para Portugal, país integrante da OTAN.

A aeronave é o principal produto da linha de defesa da fabricante e já domina 60% do mercado, com 290 unidades compradas ou encomendadas por 22 forças aéreas. O Brasil é o maior operador, com 89 aviões.

Para a Embraer, o mercado da aliança militar é um nicho a ser trabalhado, principalmente no Leste Europeu, região que insiste em uma suposta ameaça russa.