EUA tentaram comprar ímã supercondutor chinês, hoje considerado superior

Laboratório de Brookhaven, que por anos dominou o setor nos Estados Unidos, buscou adquirir o equipamento chinês usado em acelerador de partículas, segundo mídia estatal chinesa.

Autoridades chinesas afirmaram nesta terça-feira (11) que um laboratório norte-americano referência no desenvolvimento de ímãs supercondutores tentou comprar a versão chinesa da tecnologia. A informação foi divulgada pela imprensa local.

Atualmente, o produto asiático é considerado superior e é aplicado em um dos principais aceleradores de partículas do mundo. A tecnologia chinesa alcançou 35,6 teslas, superando o recorde mundial anterior de 32 teslas estabelecido por um laboratório dos EUA.

De acordo com as informações, o Laboratório Nacional de Brookhaven, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, chegou a "monopolizar" esse tipo de tecnologia no passado. Ainda assim, em maio de 2025, a instituição procurou o Instituto de Física de Altas Energias da China com interesse em adquirir o ímã supercondutor combinado desenvolvido pelos chineses.

O mesmo modelo é empregado na atualização mais recente do Colisor Elétron-Pósitron de Pequim. Até o momento, nada indica que a compra tenha se concretizado.

Competição e superação tecnológica

À imprensa chinesa, o operador-chefe do colisor, Yu Chenghui, disse que o episódio comprova a capacidade chinesa de disputar em pé de igualdade com as potências científicas mundiais — e de sair na frente com frequência

Já o pesquisador do instituto Zhu Yingshun atribuiu o resultado a um esforço de 13 anos para reduzir a dependência de tecnologia estrangeira, período dedicado ao desenvolvimento do que classificou como o melhor ímã supercondutor combinado já criado.