'Ninguém pensava que o Irã forçaria o inimigo a pedir negociações', afirma chanceler iraniano

Ministro das Relações Exteriores destaca que país obrigou adversários a negociar após 20 dias de conflito, revertendo expectativa de rendição incondicional imposta por Washington.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, destacou nesta terça-feira (11) a força de seu país em meio à pressão internacional e ao conflito desencadeado pelos EUA e Israel, afirmando que Teerã conseguiu reverter a situação e torná-la favorável a seu favor. As informações foram publicadas pela agência Tasnim.

"Ninguém imaginava que o Irã pudesse enfrentar os EUA, o regime sionista e outros países, e, por fim, forçar o inimigo a pedir negociações", disse.

Segundo o chanceler, autoridades estrangeiras manifestaram surpresa com a habilidade iraniana de reverter pressões internacionais e conquistar posição negociadora favorável.

"Os EUA e nossos inimigos exigiram rendição incondicional; mas esse mesmo inimigo, vinte dias depois, implorava para negociar", acrescentou.

Araghchi elogiou o papel crucial das forças armadas do país na conquista dessa posição, indicando que os combatentes iranianos "fizeram sacrifícios e derrotaram o maior exército do mundo". Como resultado da "resiliência de toda a nação", ele enfatizou que o país venceu tanto no campo militar quanto diplomático, preservando dignidade nacional.

Reconstrução de infraestrutura

As declarações foram feitas na cerimônia de assinatura do Memorando de Entendimento sobre Sinergia na Diplomacia da Saúde, visando orientar esforços de reconstrução da infraestrutura de saúde destruída pelos ataques dos EUA e de Israel.

Segundo Araghchi, o Irã mobilizou recursos significativos durante o conflito, arrecadando milhões de dólares em contribuições voluntárias de "iranianos residentes no exterior, xiitas e simpatizantes da Revolução Islâmica", demonstrando que a unidade nacional se tornou uma das manifestações mais especiais do país frente às dificuldades. 

A nova campanha internacional visa especificamente reconstruir o hospital de Andimeshk, destruído em mais de 80% durante as hostilidades.

O Ministério das Relações Exteriores coordena com alfândega e Crescente Vermelho para agilizar a logística de envio dos equipamentos médicos destinados à reabilitação de infraestruturas danificadas.