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'Não há mais volta': Quem é a dirigente que pede a renúncia de Infantino e surge como possível sucessora

Ela se tornou uma das principais vozes contra o presidente da FIFA em meio à crise que atravessa a entidade.
'Não há mais volta': Quem é a dirigente que pede a renúncia de Infantino e surge como possível sucessoraTrond Tandberg / Gettyimages.ru

A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, pediu nesta sexta-feira (7) a renúncia imediata de Gianni Infantino à presidência da FIFA e afirmou que "não há mais volta" na perda de confiança no dirigente. Ao mesmo tempo, seu próprio nome começou a ser apontado como uma possível alternativa para sucedê-lo.

"Decidimos que não confiamos mais em Infantino", declarou Klaveness ao The Guardian. A ex-jogadora afirmou que, nos últimos anos, a gestão da FIFA avançou progressivamente "na direção errada" e avaliou que a entidade atravessa um cenário global "muito polarizado" e "caótico".

"Pediremos que ele renuncie imediatamente para que a comunidade do futebol mundial possa olhar para o futuro", afirmou.

Aos 45 anos, Klaveness é advogada e disputou 73 partidas pela seleção da Noruega antes de se tornar, em 2022, a primeira mulher a presidir a Federação Norueguesa de Futebol. Desde então, protagonizou diversos confrontos com a FIFA e sua direção.

A Noruega não apoiou Infantino nas eleições de 2023 e, agora, Klaveness afirma que as mudanças que esperava de sua gestão nunca foram implementadas.

Pressão das federações

A ofensiva norueguesa vai além do pedido de renúncia. A NFF anunciou que levará ao Comitê de Ética da FIFA três questões relacionadas à gestão de Infantino: o Prêmio da Paz concedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o caso do americano Folarin Balogun durante a última Copa do Mundo; e o projeto FIFA Forward Enterprise.

A federação também pede uma revisão das reformas de governança da entidade, segundo o jornal norueguês VG.

O movimento ocorre em meio a uma crise dentro da FIFA, após o fracasso do projeto que previa abrir a investidores privados uma participação nos futuros direitos comerciais da Copa do Mundo.

A iniciativa provocou forte rejeição entre diferentes federações e confederações e acabou retirada. A UEFA, por sua vez, chegou a analisar possíveis medidas contra a gestão de Infantino.

Possível rival

Em meio à disputa, Klaveness passou a ser mencionada como uma possível rival de Infantino nas eleições presidenciais previstas para março de 2027.

A dirigente reconheceu estar ciente das especulações, mas se distanciou de uma eventual candidatura.

"Sei que meu nome é mencionado, mas isso não está sendo discutido", afirmou à imprensa, em declarações citadas pela Reuters. Ela ressaltou que pretende que o debate se concentre nos problemas estruturais da FIFA, e não apenas em quem ocupa a presidência.

Seu nome também recebeu o apoio do ex-presidente da FIFA Joseph Blatter. Em uma publicação no X, o antigo dirigente destacou a postura crítica mantida por Klaveness em relação à entidade e afirmou que chegou o momento de uma mulher assumir a iniciativa.

Por enquanto, porém, a própria Klaveness evita se apresentar como candidata e concentra sua ofensiva na saída de Infantino.

"Perdemos a confiança nele e não há mais volta", afirmou.