
Exército Brasileiro conduz exercício de defesa antiaérea e testa inovações com drones de combate

O Exército Brasileiro realizou, no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, o Exercício Sagitta Primus 2026, que reuniu mais de 500 militares de 23 organizações da Força Terrestre, além de integrantes e equipamentos da Força Aérea Brasileira (FAB), conforme comunicado oficial.
A atividade demonstrou capacidades de defesa antiaérea e, pela primeira vez, incorporou uma experimentação voltada especificamente à proteção contra Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), os drones.

Conduzido pelo Comando de Defesa Antiaérea do Exército, o exercício envolveu procedimentos de ocupação de posições, identificação e localização de ameaças, proteção de pontos sensíveis, camuflagem, monitoramento do espaço aéreo e emprego de armamentos.
Entre os meios utilizados estiveram o canhão do blindado Gepard e metralhadoras calibre .50 instaladas em Viaturas Blindadas Guarani.
As operações também empregaram os radares SABER M60 e SABER M200, além de Centros de Operações Antiaéreas Eletrônicos. O Comando de Artilharia do Exército e o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica participaram das atividades.
Testes contra drones
Coordenada pelo Centro de Doutrina do Exército (CDOUT), a experimentação doutrinária introduziu uma seção anti-SARP no exercício. A proposta foi combinar meios cinéticos, destinados à interceptação física dos drones, e não cinéticos, voltados à interrupção ou anulação das frequências utilizadas para controlá-los.
A abordagem integra a defesa antiaérea à defesa antidrone e busca estabelecer uma proteção em camadas, combinando diferentes capacidades de detecção, interferência e neutralização conforme a altitude e o alcance da ameaça.
Durante os testes, militares do 1º Batalhão de Guerra Eletrônica empregaram bloqueadores de sinais. Empresas da Base Industrial de Defesa também participaram do exercício, apresentando tecnologias, incluindo sistemas para identificação e análise de sinais, equipamentos de interceptação de frequência e drones destinados à interceptação cinética de outras aeronaves remotamente pilotadas.
Defesa antiaérea
A Artilharia Antiaérea possui duas formas: a missão antiaérea, considerada sua atribuição principal, e a missão de superfície, de caráter eventual. Na primeira, os meios são empregados para proteger tropas e localidades contra ameaças aeroespaciais hostis, dificultando ou impedindo ações de reconhecimento e ataques aéreos e, quando necessário, neutralizando o emprego do espaço aéreo pelo adversário.
Na missão de superfície, os sistemas podem ser utilizados contra alvos terrestres ou navais, complementando a atuação de outros meios das Forças Armadas.

