O porta-voz do Comitê de Segurança do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, criticou o acordo de defesa firmado nesta sexta-feira (7) por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Em publicação no X, Rezaei afirmou que "um acordo de papel (...) não trará segurança" a Riad. "Corrijam suas políticas para que não precisem mendigar segurança aos outros", escreveu.
O chamado Acordo Conjunto de Defesa de Meca foi assinado pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, segundo a Associated Press.
Defesa mútua
Segundo comunicados dos três países, qualquer ataque armado contra um deles será considerado um ataque contra todos. O acordo também prevê ampliar a cooperação em defesa e fortalecer a capacidade de dissuasão conjunta.
A Arábia Saudita afirmou que o acordo não representa a criação de um eixo militar nem de um bloco sectário ou religioso. Riad também disse ainda que o pacto não está ligado a iniciativas nucleares ou a uma corrida armamentista.
Erdogan detalhou que o entendimento busca reforçar a "dissuasão coletiva", ampliar a cooperação em defesa e apoiar projetos conjuntos da indústria militar. Segundo o presidente turco, o acordo não é dirigido contra nenhum país.
A aproximação reúne a Arábia Saudita, potência econômica do Golfo, o Paquistão, que possui armas nucleares, e a Turquia, integrante da OTAN e dona de uma indústria de defesa em expansão, em um período de aumento das tensões de segurança na região.