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Turquia avança em parceria com Embraer para produção de aeronaves e drones

Acordo envolve desenvolvimento conjunto de tecnologia militar, transferência tecnológica e possibilidade de venda a terceiros países.
Turquia avança em parceria com Embraer para produção de aeronaves e dronesDivulgação/TUSAŞ

A Comissão de Relações Exteriores do Parlamento turco aprovou um acordo de cooperação em defesa com o Brasil, que inclui projetos com a Embraer. A sessão foi realizada na quarta-feira (1º). Entre as tratativas está a criação de uma plataforma conjunta para produção de aeronaves.

O tratado, assinado em 25 de março de 2022, foi aprovado no Brasil e ratificado pelo Senado setembro de 2025.

Agora, ele avança no processo legislativo na Turquia. A proposta foi apresentada em janeiro de 2026 no Parlamento do país e encaminhada à Comissão de Relações Exteriores e à Comissão de Defesa Nacional.

Anteriormente, durante Laad Defence & Security - Feira Internacional de Defesa e Segurança 2025, a estatal turca TUSAŞ e a Embraer firmaram um memorando de entendimento para cooperação na produção dos aviões comerciais da família E-Jet E2.

O acordo estabelece cooperação além da compra e venda de equipamentos militares, com foco no desenvolvimento conjunto de projetos e tecnologias. O Brasil foi citado como o maior investidor em defesa da América Latina, com cerca de US$ 25 bilhões.

Drones e motores em negociação

As negociações também envolvem a produção conjunta dos drones das séries AKSUNGUR e ANKA, com adaptação às demandas brasileiras. Há ainda discussões relacionadas a motores a jato, sem detalhamento sobre modelos ou cronograma.

Empresas turcas como ROKETSAN e Baykar mantêm negociações com companhias brasileiras para a venda de produtos de defesa.

Venda a terceiros países e etapas do acordo

O texto do acordo não estabelece restrições detalhadas para a venda de produtos a terceiros países, prevendo que essas operações podem ocorrer com regulamentações adicionais definidas caso a caso.

Autoridades turcas indicaram que o acordo funciona como um marco geral, com definições técnicas e comerciais sendo tratadas em etapas posteriores, por meio de acordos específicos e autorizações governamentais.

Após a aprovação nas comissões, a proposta segue para análise do Plenário do Parlamento turco.