
Mais de 800 menores desacompanhados enfrentam futuro incerto em Ceuta

Mais de 800 menores desacompanhados estão entre os 3 mil a 5 mil migrantes que permanecem em Ceuta, território espanhol no norte da África, após a chegada de cerca de 60 mil pessoas na quinta-feira (30). Muitos entraram a nado após contornar a cerca da fronteira com o Marrocos, informou a Al Jazeera.
As estruturas de acolhimento estão lotadas, e há escassez de alimentos. Segundo relatos, parte dos migrantes dorme ao ar livre, nas praias ou nas colinas que cercam a cidade.
Uma jovem de 17 anos, natural de Tânger, contou que viu policiais espanhóis retirarem do mar o corpo de seu irmão de oito anos. Ela também se separou da mãe durante a travessia.
"Vi pessoas pisando nos mortos", declarou. "Agora somos crianças pedindo esmola na rua." Após encontrar uma unidade pública para jovens lotada, a adolescente passou a depender de moradores para obter comida e abrigo.
Proteção legal

A legislação espanhola determina que crianças e adolescentes encontrados sem responsáveis recebam proteção e atendimento imediato dos serviços de assistência. Adultos podem pedir asilo, mas enfrentam expulsão caso a solicitação seja rejeitada.
A maioria dos adultos marroquinos que chegou retornou voluntariamente ou foi devolvida pela polícia espanhola.
Entre os migrantes que continuam em Ceuta também estão sudaneses, palestinos da Faixa de Gaza, afegãos e cidadãos de outros países africanos.
