
Situação em Ceuta evidencia 'fracasso' da política migratória da UE, diz Moscou

A crise na cidade autônoma espanhola de Ceuta, provocada pela chegada em massa de migrantes do Marrocos, evidencia o "fracasso" da política migratória da União Europeia (UE), afirmou nesta sexta-feira (31) o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko.

"Trata-se do fracasso da política migratória que a UE conduziu durante muitos anos", não apenas pela falta de uma regulamentação eficaz sobre imigração, mas também pela forma como o bloco "se posiciona no mundo e pela política que aplica aos países que declara parceiros", afirmou.
O diplomata disse esperar que o governo da Espanha consiga resolver a crise migratória "de acordo com as normas do direito internacional e com uma abordagem tolerante e humanitária em relação ao destino de cada migrante".
- Localizada no norte da África, a cidade autônoma espanhola enfrenta uma crise migratória sem precedentes. O presidente de Ceuta estimou que 60 mil pessoas entraram de forma irregular no território.
- As entradas irregulares do Marrocos para Ceuta ocorrem por terra e também a nado.
- Fontes das forças de segurança citadas pela imprensa local afirmaram que, nos momentos de maior intensidade, o fluxo chegou a um "ritmo aproximado de 3.000 pessoas por hora". A dimensão da chegada ultrapassou completamente a capacidade de resposta local.
- Milhares de recém-chegados permanecem nas ruas da cidade, enquanto o Exército e reforços enviados da Península patrulham a fronteira.
- O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, viajou nesta sexta-feira (31) a Ceuta para acompanhar a crise e classificou o ocorrido como "uma violação da integridade territorial da Espanha".
