
Falta de destróieres pode obrigar EUA a reduzir proteção de Israel, alerta general

O general Alexus Grynkewich, chefe do Comando Europeu dos Estados Unidos, alertou o Pentágono nesta semana que não dispõe de forças navais suficientes para continuar protegendo Israel contra mísseis balísticos do Irã, informou o jornal Washington Post (WP) no sábado (1), citando autoridades americanas.
Em uma notificação escrita, o comandante informou que, sem outro destróier da Marinha, terá de priorizar a defesa do "território nacional" dos EUA. As fontes relataram o conteúdo sob condição de anonimato.
O aviso ocorre no quinto mês da guerra contra o Irã, após a retomada de ataques quase diários e o colapso das negociações entre Washington e Teerã. A intensidade das operações reduziu os estoques americanos de armamentos defensivos.
Destróieres posicionados no Mediterrâneo Oriental integram a proteção de Israel e já interceptaram projéteis lançados pelo Irã e pelos houthis do Iêmen. A Marinha também foi mobilizada para bloquear portos iranianos após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Frota limitada

Os Estados Unidos dispõem de cinco destróieres que operam a partir do porto de Rota, naEspanha, e esperam receber um sexto ainda em 2026. Problemas de manutenção provocados pelo ritmo da guerra reduziram a disponibilidade dos navios.
Avaliações do Pentágono indicaram que os Estados Unidos assumiram a maior parte da defesa de Israel contra mísseis iranianos. Sistemas THAAD e interceptadores lançados do Mediterrâneo foram utilizados com mais frequência do que as armas israelenses.
