
'Obrigação moral': Irã envia mensagem a países que abrigam bases dos EUA no Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores do Irã enviou neste sábado (1) uma mensagem aos países do golfo Pérsico que abrigam bases militares dos EUA em seus territórios.
"A República Islâmica do Irã, como enfatizou repetidamente, não nutre hostilidade em relação aos países da região e deseja manter relações amistosas, baseadas no respeito mútuo e na boa vizinhança, com todos os países da costa sul do golfo Pérsico. A República Islâmica do Irã recordou a obrigação legal, religiosa e moral de todos os governos da região de impedir que os agressores americano-sionistas utilizem seus territórios e instalações para planejar, preparar e executar ataques criminosos contra a nação muçulmana e vizinha", afirma o comunicado.
Nesse sentido, o ministério ressalta que "os ataques defensivos do Irã contra a origem das agressões ilegais dos Estados Unidos de forma alguma podem ser apresentados como um ataque do Irã contra esses países".
A chancelaria denunciou que "os ataques defensivos das valentes Forças Armadas do Irã continuam com toda a sua força", enquanto Washington descumpre as disposições do memorando de entendimento ao manter o bloqueio marítimo aos portos e ao transporte marítimo comercial iraniano, além de realizar "ataques selvagens contra diversas regiões do país, pressões econômicas, ameaças ilegais e ações agressivas contra o Irã".

A pasta destacou ainda que, de acordo com a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a definição de agressão, a continuidade do bloqueio marítimo constitui uma clara manifestação de um "ato de agressão", juntamente com os ataques contra alvos militares e civis.
As infraestruturas civis e cidadãos iranianos, tanto dentro quanto fora do Irã, incluindo no Iraque, estão sendo afetados, o que "constitui uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2 da Carta das Nações Unidas, e a República Islâmica do Irã utilizará todos os instrumentos à sua disposição para exercer o direito inerente à legítima defesa diante dessas agressões", conclui a nota.
- Na quarta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu novos ataques contra o Irã. "Vamos atacá-los com muita força, porque agora é a nossa vez de atacá-los. Eles sabem o que está por vir", declarou.
- Na sexta (31), o The Wall Street Journal informou que o comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Brad Cooper, elaborou um plano para realizar uma intensa campanha aérea contra o Irã, composta por 10 a 14 dias de ataques intensivos destinados a enfraquecer a capacidade de mísseis do país persa.
- Nesta semana, Teerã advertiu que não permitirá que seu território se transforme em um lugar onde as Forças Armadas dos EUA possammatar cruelmente crianças e famílias inocentes. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) afirmou que prepara uma operação cujas consequências Washington lamentará caso persistam os ataques contra a República Islâmica.
