
Incêndios na Grécia deixam três mortos e queimam milhares de hectares no verão europeu

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, advertiu neste domingo (2) para dias "extremamente difíceis", enquanto o país vive o capítulo mais duro do verão europeu de incêndios.
Com rajadas de vento de até 100 km/h, nem as dezenas de aeronaves disponíveis conseguem operar em segurança nos esforços de contenção.

Cerca de 500 homens tentavam conter o fogo em Porto Germeno, vila costeira a 70 km de Atenas, esvaziada desde sexta-feira (31). Há ainda frentes em Aigialia e em Cefalônia, com Ática, Beócia e Eubeia sob risco máximo.
Até o momento foram confirmadas três mortes; dois bombeiros presos pelas chamas em Creta e um terceiro achado desacordado perto de Gytheio, no Peloponeso.
Southern Europe is under serious pressure right now.
— EireX (@lastman3344) August 1, 2026
In Greece, a massive wildfire is tearing through the Porto Germeno area west of Athens. Hundreds of residents had to be evacuated by boat as flames closed in. Over 300 firefighters are battling it, with more than 70 fires… pic.twitter.com/6NzTCYTNNC
O Observatório Nacional fala em mais de 6.500 hectares queimados no Golfo de Corinto; o meteorologista Theodore Giannaros, entrevistado pela Associated Press, estima o dobro disso e prevê a classificação como "mega incêndio".
Europa em chamas
Na França, o premiê Sébastien Lecornu disse à imprensa nacional que as chamas estão sob controle mais de uma semana após o maior incêndio desde 1949; a Espanha, porém, seguia com pontos ativos em León, depois de o fogo em Ávila arrasar mais de 43 mil hectares, marca inédita no país.
O calor, contudo, também cobra seu preço daqueles países que não foram consumidos em chamas: a Alemanha calcula 9.800 mortes no ano e a Áustria bateu recorde com 395 só em junho. A Europa esquenta ao dobro da média global, ressecando a vegetação — o que contribui para os focos de incêndio florestal.

