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China comenta crise migratória em Ceuta

Na quinta-feira, Marrocos e Espanha estabeleceram um acordo para o fechamento de fronteiras e o retorno imediato de imigrantes em situação irregular, o que motivou a mobilização do exército espanhol.
China comenta crise migratória em CeutaGettyimages.ru / Marcos Moreno / Europa Press

A China reagiu ao aumento do fluxo migratório paraa cidade autônoma espanhola de Ceuta, no norte de Marrocos, onde cerca de 20 mil pessoas entraram nas últimas horas, representando quase 25% da população da cidade.

"Em primeiro lugar, a China se opõe a todas as formas de imigração ilegal. Ao mesmo tempo, todas as partes precisam melhorar a coordenação para lidar adequadamente com as questões relevantes", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em uma coletiva de imprensanesta sexta-feira (31), após ser questionado sobre os acontecimentos, informou o Global Times. 

Desde quinta-feira, 30 de julho, milhares de migrantes conseguiram chegar a Ceuta, principalmente nadando, mas também a pé, escalando o quebra-mar que separa a cidade do território marroquino. Pelo menos 24 pessoas perderam a vida nesse processo.

Na quinta, Marrocos e Espanha estabeleceram um acordo para o fechamento de fronteiras e o retorno imediato de imigrantes em situação irregular, o que motivou a mobilização do exército espanhol.

O evento representa a crise migratória mais severa enfrentada pela Espanha desde 2021, período em que Marrocos utilizou o controle de fronteiras como retaliação ao asilo concedido pela Espanha a Brahim Ghali, líder da Frente Polisário.