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EUA enviarão porta-aviões ao Oriente Médio para substituir USS Abraham Lincoln — WSJ

O USS George Washington assumirá a missão em uma rotação já programada, segundo autoridades americanas citadas pelo Wall Street Journal.
EUA enviarão porta-aviões ao Oriente Médio para substituir USS Abraham Lincoln — WSJGettyimages.ru

Os Estados Unidos planejam enviar o porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln. A informação foi publicada nesta quinta-feira (13) pelo The Wall Street Journal.

A troca foi previamente programada. O Abraham Lincoln está mobilizado há meses, com poucas escalas em portos, situação que gerou preocupação entre legisladores com as condições de vida da tripulação a bordo.

O porta-aviões iniciou uma missão programada em novembro de 2025 e foi redirecionado ao Oriente Médio em janeiro, antes do início da ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã.

Durante a escalada na região, o Abraham Lincoln e sua aviação embarcada tiveram papel nos bombardeios da Operação "Fúria Épica", conduzida por Washington. Posteriormente, o porta-aviões também passou a integrar o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

Condições extremas a bordo

A divulgação da substituição ocorre um dia depois de o senador americano Richard Blumenthal cobrar explicações urgentes do Pentágono sobre as condições enfrentadas pela tripulação do USS Abraham Lincoln, descritas como extremas em relatos citados por ele.

Blumenthal apresentou as cobranças em uma carta ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, e ao chefe interino da Marinha dos Estados Unidos, Hung Cao. O senador citou relatos de falta de suprimentos básicos, contaminação da água, problemas de encanamento, piora da saúde mental, riscos de segurança no convés e falhas no sistema de correio.

Segundo o parlamentar, a missão, inicialmente prevista para durar sete meses, corre o risco de se prolongar e transformar esse tipo de mobilização em rotina. Ele afirmou que a permanência do navio amplia os riscos para marinheiros que trabalham em meio a motores a jato, combustível, armas, maquinário pesado, sistemas elétricos e propulsão nuclear.

Blumenthal deu ao Pentágono até 27 de agosto para responder a seis perguntas sobre a situação a bordo e alertou para o risco de uma futura crise de prontidão militar.