O presidente colombiano, Gustavo Petro, viajará para Cuba nesta quinta-feira (30), onde espera se encontrar com seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, em sua última visita ao exterior como chefe de Estado.
Em sua conta no X, o presidente explicou os motivos de sua ida a Havana e não aos Estados Unidos, onde participaria de conferências na Organização dos Estados Americanos (OEA) e nas Nações Unidas (ONU).
Segundo o que foi relatado, a mudança de agenda e a ausência do presidente do Congo em uma conferência das Nações Unidas o levaram a tomar a decisão de não viajar para a sede da organização internacional em Nova York.
"O presidente do Congo não pôde comparecer e, portanto, o nível da conferência foi reduzido devido ao protocolo, e lamentavelmente suspendi minha viagem aos EUA", escreveu ele.
Após o cancelamento, ele anunciou que seu novo destino seria Havana. "Substituí por um lugar que considero vital para a soberania nacional e a luta pela vida no Caribe: Cuba, que está sob ataque", declarou.
A visita a Havana
Segundo relatos da imprensa, Petro viajará a Havana para expressar seu apoio e solidariedade à ilha, em meio à intensificação do bloqueio contra a nação caribenha, ao embargo energético e às ameaças dos EUA de derrubar o governo cubano pela força.
Além disso, a histórica relação diplomática entre Bogotá e Havana está por um fio com a chegada ao poder do presidente eleito Abelardo de la Espriella, que já anunciou o fechamento da embaixada colombiana em Cuba.
Havana classificou essa decisão como um "ato de submissão às políticas agressivas dos Estados Unidos (...) que não tem qualquer justificativa e não serve aos interesses nacionais colombianos".
Em relação a essa possível ruptura nas relações, o líder do Pacto Histórico afirmou, sem mencionar seu sucessor, que seu país ficará isolado, pertencendo ao "pequeno círculo de amigos do genocídio , porque a humanidade é contra o holocausto humano em Gaza".
Esta será a terceira visita de Petro à nação caribenha como chefe de Estado. Suas viagens anteriores foram em junho de 2023, quando participou do encerramento da terceira rodada de diálogos com o Exército de Libertação Nacional (ELN), e em setembro daquele ano, para participar da Cúpula G77 + China de Chefes de Estado e de Governo.