
Encontro de solidariedade em Cuba reúne representantes de vários países em apoio à ilha diante de pressões dos EUA

Cuba sedia um encontro internacional de solidariedade com a participação de delegados de mais de vinte países — incluindo Espanha, Austrália e Estados Unidos — para manifestar apoio à ilha e rejeitar o aumento das pressões de Washington.
O evento, realizado na província de Pinar del Río, integra as celebrações políticas do 26 de julho, Dia da Resistência Nacional. Apesar de a pressão dos Estados Unidos ter reduzido a participação internacional neste ano, a presença de cubanos residentes no exterior que viajaram dos EUA para defender a normalização das relações bilaterais chamou atenção.

"A maioria dos cubanos quer uma relação melhor com sua pátria, especialmente agora que ela está sob constante ataque", afirmou Ricardo Chang, residente em Miami há três décadas.
Da mesma forma, Carlos Ríos, representante do Movimento de Solidariedade na Espanha, criticou a situação econômica da ilha, afirmando que a crise "não se deve a nenhuma causa racional, mas sim às políticas criminosas do imperialismo".
Durante o evento, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reuniu-se com os participantes para agradecer o apoio diplomático recebido. "Sabemos que a presença de vocês em Cuba hoje é um ato de bravura e coragem", declarou o presidente.
O encontro internacional ocorre em paralelo às comemorações de um dos acontecimentos históricos mais importantes de Cuba: o aniversário do ataque ao Quartel Moncada, a segunda maior fortaleza militar da ilha, ocorrido em 26 de julho de 1953. A ação, liderada por Fidel Castro, é considerada um marco inicial da Revolução Cubana.
O cerco contra Cuba
Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. Desde que Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, os Estados Unidos intensificaram as medidas de asfixia total contra a ilha.
Essa política extraterritorial tem sido acompanhada de sérias ameaças. O próprio presidente dos Estados Unidos afirmou que estaria disposto a usar a força, se necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, denuncia essas ações como um "genocídio".
O governo Trump, que mantém destacamento militar no Caribe com tropas do Comando Sul dos EUA, admitiu reiteradas vezes que o objetivo de sua política contra a ilha é impedir qualquer tipo de receita para Havana e até bloquear o fornecimento de petróleo, essencial para suas necessidades energéticas.
A situação afeta gravemente a economia do país caribenho, que, nos últimos meses, sofreu o impacto de um bloqueio multidimensional reforçado por diversas medidas coercitivas da Casa Branca, colocando em risco serviços fundamentais como o abastecimento de combustível, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentos e turismo.

